Cobrar por serviço ou por hora? Dica de precificação para pedreiros

Precificar o trabalho do pedreiro não é tarefa das mais fáceis: é preciso fazer algumas análises para não cobrar a mais e afugentar o cliente – ou cobrar a menos e ter prejuízo.

Para entender melhor como precificar sua mão de obra, avalie o mercado em que atua, já que ele é determinante para o levantamento de custos e projeção de lucro.

Antes de decidir se você vai cobrar por serviço ou por hora é preciso definir quanto irá cobrar. Existe uma fórmula que te orienta a determinar seu preço.

Aprenda a calcular sua mão de obra

Para começar a fazer o cálculo da mão de obra, avalie o tempo (em horas) que irá gastar para aquele serviço. Com esse valor determinado é só multiplicar pelo preço do homem-hora (ou hora-técnica). Pronto. Esse é o número que você procura.

Para um cálculo correto, é preciso levar em consideração o valor do homem–hora em cada tipo de  serviço. Outra forma de obter a resposta é através da SINAPI (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil).

O SINAPI é um documento que estabelece algumas regras para os orçamentos de obras e outros serviços de engenharia, incluindo a mão de obra de pedreiros, entre mestres de obras, serventes, pintores e azulejistas, dentre outros.

Essa tabela ajuda esses e tantos outros profissionais da construção civil a entender como precificar a partir de seu estado e dos valores que a categoria pratica em cada região. Ela pode ser acessada gratuitamente no site da Caixa e, com base na precificação, você pode avaliar se é melhor trabalhar por serviço ou por hora.

Serviço por empreitada

Trabalhar por empreitada é estabelecer um preço fixo para o serviço, independente do tempo que ele levará para ser concluído. Essa modalidade funciona muito bem em projetos pequenos e simples.

Contudo, se o serviço for maior e complexo, o custo final será mais elevado. O orçamento do projeto pode sair do planejado, fazendo com que o contrato sofra mudanças. O cliente também pode querer fazer alterações na programação durante a execução da obra.

Outras situações também resultam em aumento nos gastos da empreitada. Por exemplo: um imóvel antigo, que está passando por reformas, pode apresentar mais danos que uma edificação mais nova. Podem ser complicações com encanamento, fiação, paredes comprometidas, etc.

O contrato pode ter uma cláusula sobre possíveis alterações, e o pedreiro não é obrigado a fazer o serviço que não estava no acordo original.

Serviço por hora

Antes de aceitar o serviço, verifique o projeto e o tipo de obra: reforma, construção, reparo, pintura, tamanho do imóvel, se é antigo ou novo, prédio, casa, etc.

No contrato por hora o pagamento é feito mediante as horas trabalhadas. Se o pedreiro orça 10 horas de trabalho, mas vai trabalhar 15, precisa renegociar essas horas com o contratante ou assumir o prejuízo, em caso de falha própria na observação do projeto para orçamento.

Em obras maiores, de longo prazo, ou quando o projeto é menos complexo, o contrato por hora pode ser a melhor opção. Essa modalidade também é utilizada em reformas de casas e apartamentos antigos e em obras emergenciais.

Para acertar na cobrança, apresente ao cliente as opções de serviço e seja claro sobre os prós e contras de cada uma. Acerte os detalhes e verifique todas as cláusulas antes de assinar o contrato.

Com essas dicas você irá cobrar o preço adequado – e justo – ao trabalho, tendo a oportunidade de negociar com o cliente a melhor modalidade de serviço.

Se quiser saber mais sobre assuntos da construção civil, visite nosso blog.

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